10/19/2015

Quebrando o Silêncio

Enxergar o que não podem ver
Visualizar além de si
Quebrar o Silêncio
Impactar o cursor natural
Uma rejeição natural própria

Eu o vejo
Vindo do Céu
As nuvens se abrem
como um redemoinho
Como ondas sonoras
ele paira e grita

Não é o fim do Tempo
segundo a segundo, disparado
inaugura os ponteiros do relógio
encetando o inevitável de outrora

Corro, movido pela realidade
passo a passo, imprimindo minha cólera
transmutando-a em energia
consumindo para desacelerar
meus pensamentos.

Sei que não posso fugir
uma hora vai defluir
você pode rejeitar a si mesmo?
pode sentir essa agonia?

Alardeei brevemente meu cerne
e na primeira anomalia
esgueirou-se na penumbra
esperado... medido

Deseja abrigo, amparo
mas o tempo me decompôs
adulterou minha alvura
asfixiou-a lentamente.

Corra, mova, fuja,
Arremesse corpo a fora
Enquanto o tempo permite
Nunca vou ser sua oração
Não posso acolitar essa sua comunhão
pois sou o seu anjo caído
Ardiloso e nocivo.

E ao céu, trespassado
Regresso.