11/17/2014

De volta a Estrada.


Coloquei o pé no asfalto...
Olhei para o chão e senti profundamente meu pés sobressaltarem
velhos pensamentos...

Eu sei que preciso reconsiderar os erros
Mensurar e... bom quem sabe, não errar mais do mesmo.

- O que há com você hein, cara?

Quando tive nas mãos o pior eu desejei o melhor,
Quando tive o melhor em mãos eu me vi despreparado.
Um turbilhão de erros, Inúmeras tentativas infrutíferas.

Ao Imaginar que cheguei no auge (e cheguei)
Eu haveria de apenas administrar as situações e controlar o instinto.
Deparei com a incessante e incansável luta pelo topo.
Não adianta chegar, você tem que ser o melhor,
... pois sempre haverá alguém melhor.
Você vira o alvo,
Vira a caçada,
O Objetivo.

Olhei para o horizonte me perguntando, me indagando...

Percebi que você começa a parar de Homenagear e começa a ser Homenageado.
Você começa a se deparar com o autoconhecimento apurado
Vê e percebe que ainda é aquele cara de anos e anos atrás
 Que a evolução é apenas em conhecimento externo
e autocontrole de emoções.

Percebi que nunca amei de verdade
que o amor é natural de Pai pra Filha,
E o que podemos ter no máximo do relacionamento é uma troca de favores
Onde o companheirismo grita
E o "Amor" é confundido.

Quando me vi solto, me senti bem
Quando vi o melhor pássaro em mãos eu decidi soltá-lo
Não quero manter preso algo que nasceu pra ser livre
Não mantenho mais o egoísmo de anos atrás e
Percebi que a amizade e o amor raramente andam de mãos dadas.

Obrigado por ter me compreendido
Por ter dito as verdades em minha cara
por me fazer sentir bem em todo esses 6 meses
Por me fazer sorrir, por ter me dado inúmeros prazeres e desejos
por me ajudar em casos que não precisa nem opinar
Obrigado por tudo mesmo
E sinceramente...
"Não estou pensando em você!"
no sentido bem figurado dessa frase
que já foi dita tantas vezes com sorriso no rosto.

Eu só simplesmente não passo por fases
Essa época já foi, aconteceu
Quem se feriu há de ser curado!

N.A.

... agora de volta a Estrada
e estou apagando as pegadas!

1/27/2014

A Herança

Minha mente é o caos
Meu corpo um desatino
Meu desejo é você

A todo instante que a vejo
meu corpo se desfalece
Posso encontrar prazeres n'outros mundos
Mas nasci no seu berço
Na chama da sua Carne
Na Agonia do seu Prazer
No Perjúrio da sua Loucura

Como Me alucino
Fazendo-a murmurar meu nome
Vociferando cânticos de luxúria
Clamando pelo meu rigor
Ansiando pela minha Bravura
Pelo meu Poder

Me criou no seu pecado
No seu Cio
Pelo seu vício
E me fez ser mais um
Apaixonado pela sua corrupção Lascívia

Deliro em febre por você
Me acalmo na bonança de seus carinhos
Na parcimônia do seus toques
Na simplicidade fêmea que exala
Na exuberância das minhas fantasias
mais ilusórias possíveis

Hoje eu sou a confusão
A balbúrdia de desejo
Misturado com sua herança Passional
Com a algazarra de infindáveis fetiches
Incontáveis modos e jeitos
Me fez querer enxergar outras
Ao abandonar o barco
Me deixando a deriva
Sem remos, rumos e orientação
Me perdi.

Se não foi justo a ti
Não foi justo pra mim
Amo-te...
... Porém amo o Caos instalado por você
... O Legado que se fez
pelas experiências e Desejos Carnais
Fez me optar pela libertinagem.

Te odeio, te quero, não quero vê-la
Venha e me faça
Toque-me e urre
Fuja!
Enquanto o surto cavalga a passos curtos e lentos
E destrua novamente seus sonhos,
Pois não posso te defender de mim
Não mais.








1/12/2014

Mais uma dose de Whiskey!


Aqui nesse quarto Sem Luz
Onde encontro todos os meus medos
Aqui jaz momentos e prazeres
Pensamentos e dizeres
Sussurros e marcas

Onde posso encontrar
Atrás de goles e doses de Whiskey
Tudo o que não tenho
Aquilo que não posso

Neste quarto escuro
Onde os riffs de Hard imperam
a minha cabeça me traí
Meu corpo se dilacera em desejo carnal

Sentir seu corpo e tocando-o sem tê-lo
Essa ilusão ludibriando minha mente
Trazendo apenas paredes enegrecidas
Abro a minha mão
Ergo o braço
E nada surge

As lagrimas torneiam a face
O interior se deteriora em segundos
Imaginar que o impossível existe
Andando e sendo combalido
Em sucessivos ataques
Cego e entregue

Vejo na minha frente
A silhueta de quem era você


Algo criado por mim
o Vento balança seus cabelos
E o cheiro vem a tona
O Rigor me toma por completo

- É Ilusão, Ilusão!

Estou sem ação
Fios de cabelos pousam sobre meus ombros
Sinto seus lábios transcenderem os meus
Numa dança conjunta

- Não perdemos o ritmo!

Toco seu rosto lentamente
Sem acreditar no que está havendo
Alucinantes feixes de luz
Entrepassam meus olhos fechados
Sinto formigar meu estômago
Trazendo o ápice do "não ter"
Nas minhas mãos
Miro o chão com o olhar
E tomo mais este gole, mas esta dose
E insiro mais uma vez neste delírio

Toco sua cintura suavemente
com a palma da minha mão
Sinto um arrepio atrás da nuca
Um ouriçar extremo
Um desejo fibrando
Quase que me despindo
Arrancando peças intimas

No real já vejo tudo turvo
Sem chance de ter algo parecido
Porque o meu Não é Instintivo
Mas posso escolher me aprofundar
Em ideias de ficção
Tresvariando neste quarto Sem luz!

Este porre de devaneio
Me acorda com dores absurdas
Dores reais
Dores infernais
Dores ensurdecedoras
O gosto amargo
Me fez levantar

- Que Pesadelo Maldito! 





"Prefiro pecar pelo Erro
Do que pecar pela Falta!"



1/01/2014

O Dia Primeiro

Uma claridade enorme impede com que eu abra os olhos
Sinto a areia no meu braço esquerdo
Alguém me chama...

Rafael, acorda...
Já amanheceu? - Indago.
Sim!

Abri totalmente os olhos e minhas retinas se dilataram
Perfeito, Majestoso, Inigualável.
Premeditado, mas soou melhor que o esperado!

Como podemos não enxergar o simples?

Apoiei minha mão na areia e me levantei
Maravilhado pelo belo Nascer do Sol
Dia primeiro...

Andei até próximo a água
E pedi pra registrar o momento
Senti meu peito estufar lentamente
E voltar da mesma forma
Quase que expulsando os fluídos ruins
E transpirando positividade!

Cena registrada e eternizada!






Uma retrospectiva atravessou meu pensamentos
minhas vitórias e derrotas
Minhas lamentações e minhas Conquistas

Lembrei-me do Gosto do Triunfo,
Do grito entalado ecoando as ruas,
Do sorriso envolvente que liberei,
Das lágrimas em excelência ,
Da força, cerrando os punhos, vibrando.

Mas para que este acontecesse
Eu chorei, perdi, ajoelhei, Lamentei,
me escorei, coloquei a mão no chão
E senti o doce amargo da derrota na garganta,
da Tristeza, do Temor, da perda,
da Lástima, da Dor, da oportunidade não criada
Da perdida, de pessoas e por pessoas,
Pelos tropeços, pelas porradas... pelas Velhas Marcas de Porrada,
pelas feridas abertas e pisoteadas.

Não me dei por vencido e levantei, conquistei
Não esperei o ano virar para ir em frente
Não me imaginei sempre derrotado
Não nasci pra ser humilhado.

O Sol aperta a sua luminosidade e atinge em cheio meu peito
Ergo a mão para me proteger um pouco,
Para contemplá´-lo mais.

Dia Primeiro, comemoro minha Ascensão!
Minha luta, incansável luta,
Comemoro a razão, a Honra e o respeito as minhas escolhas
Comemoro e idolatro o Rafael que sou
O Rafael que sempre quis
O Homem que desejo ser
O Cara em que me tornei
Com as cicatrizes por baixo da pele
E com a mão cerrada para as próximas Batalhas

Que venha este ano,
Que venha Novas guerras
Novas Batalhas,
Novas Pessoas,
Novos Amores,
Novos Amigos,
Renovando os laços dos Velhos,
Novos Triunfos
E novas derrotas,
Porque estou preparado!

Encerrado o filme me viro para ir embora
E o Sol transpassa meu lado direito
Sobrepondo meu ombro
Como se fosse um velho ritual do Guerreiro
Colocando a Espada mais nobre sobre os Ombros
E tecendo palavras de Honra e Orgulho.


O Sol foi a Espada,
E Deus foi quem Proferiu as palavras!

Vá Meu Filho! Honre!

E tomei o rumo a casa!


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