12/25/2013

Velhas Marcas de Porrada


As marcas passadas alteram o produto final
Todas as vezes o caminho se costura arduamente
devido os traçados que o sentimento moldou.

O ceticismo é enorme
A vontade de acreditar existe
Mas o preciosismo me corrói
constrói uma barreira inexorável
impedindo o ponto crucial.

Os momentos são ótimos
Auxiliam a criar essa Válvula de escape
Esse buraco dimensional
Este "Gap" imprescindível



As marcas das porradas foram cicatrizadas
mas quando muda a Lua
a Dor volta intensa, por horas
por minutos, não mais que o primeiro
Insolúvel, verdadeiro.

Um bom Homem
Toma conta de tudo ao seu redor
Impõe, cria, girar, torna
Limita, dita, audita, advoga
Diz, influi, reedita, soma
Subtrai, Divide, Multiplica
A ordem de prioridade
Depende de quem.

Torno-me este por pressão
Internamente a briga é desenfreada
Como um núcleo estelar
Conforme me crio
moldo o meio
Tornando o Social uma marionete
Minhas marionetes.
 
O imprevisível alheio
É um aliado imensurável.

Velhas Garotas
Velhas Mulheres
Velhas Armadilhas
Velhas Histórias

Tudo mensurado,
Controlado, auditado e confiscado.

Um Homem, o que tornei
O que sou, o que serei!



"Você é mais, é melhor. A vida te deu novos ares e uma princesa linda.Velhas marcas de porrada, costumam deixar homens mais sexy.Ainda mais os GRANDES!"

Frase de uma "Velha" garota.










11/26/2013

A Voz!


Aquela (voz) impactante me chama!

Aquele corpo com a minha blusa, excitante...
Minhas mãos te torneiam subindo até os seus seios...
Me encaixo, abaixo... 
Língua e prazer.

Se contorce, se move...
Me tira e me coloca...
Não sabe o que fazer...

Ouço os gemidos, o murmurar...
Pedindo pra parar e continuar...
Um frêmito incessante, tremendo...
Mordiscadas no travesseiro...
Unhas desenhando prazer em mim...
Esperando o Poder.



Insisto, persisto, vou até as últimas gotas...
Apelo com gestos e jeitos do meu saber...
Experiência de quem ouviu outros urros de prazer.

Mas o seu... este é o que quero, meu objetivo...
Meu Ego!

Me puxa, abaixa...
E me cala por baixo, com seus lábios inolvidável e quente...
Me olha, me aflora...
Me enche de Volúpia e Querer!

Te preencho com todo meu Rigor...
Ouço Regozijar
E diz: "Me faz delirar!"...

Criamos outro Arranjo
Outra Cena,
Outro Roteiro,
Outros Rumos, por entusiasmo!

Ah sim, vou te ter por inteira...
Do meu Jeito, do seu Modo...
Vou te mostrar o Ápice do Prazer
Do Momento que nunca irá querer outro Igual...

Vou ser o Primeiro
Eu quero,
Eu Assisto
E Persisto!

- Não Acredito, Rafa!
(Aquela Voz)

8/11/2013

Pai, o Herói agora sou Eu!

- Quanta... sa... saa... saudade! 
- Como está filho? O que tem feito... me conte tudo! Como está enorme, são 19 anos longe... bem longe.
- Pai, hoje eu sou como o Senhor agora... Sou Pai!...

Há pouco dias atrás, aprendi que o que mais queremos nem sempre é o que necessitamos, mas convenhamos que o diálogo acima, mesmo que eu não necessitasse, eu o queria e muito. Assim como cartas nunca entregues, existem diálogos que nunca serão feitos.

Hoje na minha posição, tenho que ter a criatividade e senso para saber como vou lidar com certas situações futuras. Desde os 7 anos de idade eu não sei o que é um exemplo paterno, a vida me tirou e tive que acatar sem palavras e argumentos. O que restou foram apenas lágrimas de uma criança que de momento sentiria falta apenas da presença, porém foi e seria muito mais do que estar presente.

- Quem não sabe escrever tem que ler o Pai dos Burros!

Lembro-me d'Ele ajudando meu irmão a estudar português, a não errá-lo de forma bruta. Hoje eu apenas olhando e sendo pequeno na época, conheço muito bem as estruturas das palavras em si.

- Se errar a tabuada, vai levar chinelada!
- Quem usa borracha é burro!


Era fato eu ouvir meu irmão gaguejar quando Ele recitava uma combinação de números e a resposta tinha que ser imediata, clara e firme, se errasse era chinelada na mão, porque hoje em dia isso seria maus tratos? Meu irmão ficou fera em números e chato com contas, nunca vi igual!

Desde sua partida eu sempre ouvi de pessoas por perto coisas boas e ruins, inclusive pessoas que não poderiam relar sequer no seu nome, mas ninguém melhor do que você mesmo que me ensinou que amar de verdade é ver pra crer, ajudar, saber decifrar os erros e estar ali ao lado sempre que puder, mesmo quando todo mundo está contra. Poderia até se perguntar quando falou isso pra mim, porque não houve esse diálogo, eu apenas decifrei cada uma de suas ações em diversos momentos depois de mais velho.

Acha que eu nunca soube de um dos seus piores erros? Acha que eu nunca iria perdoá-lo? Pois bem, quem sou eu pra julgar? Quem sou eu pra saber o que lhe motivou... porém NADA seria justificável.

- Weeee are oooone... ♫

Neste exato momento em que escrevo estou escutando uma rádio em que toca a música em que o lembro. Parece coincidência, mas vejo muito mais que isso... Mesmo que em alguns momentos me mostrando que coincidências são apenas coincidências, não vejo um argumento plausível para explicar o que sinto com esta. As lágrimas de saudade escorrem imoderadamente.

- Ohh, take a breath, close your eyes / You're on the road again / And then you realize / They've brought  / you back to life again / Something's never change / But if you fantasize / You'll feel it deep inside yourself / And then you'll realize / When you feel it coming / When you hear the sound / You'll always laugh when you / wanna cry / And then you'll know it deep inside

Incrivelmente perfeito! Sinto que neste momento Nós Somos Um.

Papai, Neste coração estou eu, no meu está você. 11.08.91

Queria saber como se sentiu ao receber esta foto no dia em que lhe entreguei. Queria saber se sente orgulho de mim, de como levei a vida, de como fiz minhas escolhas, de como superei erros, de como levo adiante meus ideais, de como luto contra mim a todo o tempo para não perecer...

São perguntas que nunca serão respondidas, mas serão levadas adiante, como se estivesse vendo, ouvindo e palpitando.

União familiar, desculpe por falhar, Pai! Prometo não mais errar!

Sei que a vida dá voltas, rumos não esperados, caminhos tortuosos que nos levam a crer que estamos no certo. Desculpe se falhei na união, mas prometo primeiro a mim, depois a outros que nunca mais falharei em algo semelhante, darei minha força ao máximo para que seja concretizado o que me ensinou... Ser a razão, o sim e o não, ser friamente o número no começo do mês, ter as análises calculistas, fazer o planejamento, ser e ter a mão forte, ser a proteção física e psíquica; falar poucas frases e ter mais ações... ser a palavra final.

- Se pudesse ao menos me ouvir...
... Ao menos uma vez, por descuido de Deus, eu queria tanto lhe falar. Essa maldita e inexorável proteção entre mundos distintos e totalmente adversos, se pudesse atravessar, passar por QUALQUER tipo de obstáculo eu iria sem pestanejar, pelo menos para lhe dizer o que em foto eu sei que viu... Papai Eu Te Amo.

- Antes de ir, quero lhe apresentar!

- Te apresento a minha Lindona! Rachel Castro de Carvalho.
Obrigado por me colocar no mundo para que eu pudesse desfrutar dessa minha pequena Princesa de 8 Meses. Obrigado por ser meu Herói, porém neste momento eu assumo o papel para ser o Superhomem da minha Filha.

7/06/2013

Sem dor, Sem Ganho

Tênis, meia, bermuda, camiseta, uma toalha e o meu Playlist de músicas esperando apenas iniciá-lo.

Se houve algo bom que ficou, foi a raiva canalizada para treinar cada vez mais forte...

Sempre ao descer a rua o cheiro parece sempre o mesmo, talvez seja pela rotina de treinamentos incessantes e dolorosos. São uma das coisas que tem me feito jogar toda essa agonia pra fora e "descontar em mim" os resultados da dor física. Ora, nada melhor do que pegar pesado consigo mesmo para testar os seus limites psíquicos.

Hoje eu simplesmente vou fazer melhor do que ontem...

Sinto-me sempre com a adrenalina a mil quando fico com o corpo em chamas de cansaço e peço para por mais carga, sinto o meu corpo inchar a cada movimento fazendo com que a testosterona se eleve ao máximo. Esta extasia descomunal ganhando de momento só dor, me faz querer mais e mais. Me testar sempre com novas possibilidades está me deixando mais vivo do que nunca, inclusive novos rumos.

Sempre que pude aceitei desafios que eram feitos, desde o mais fútil até o mais importante da minha vida, mas nunca parei pra perceber que o melhor desafio que poderia ter sido aceito era o que seria feito por mim. Com os últimos acontecimentos fiz um pacto de dentro pra fora, de que Quanto mais dor posso suportar, melhor a resistência com o tempo, melhor para lidar com futuros problemas. Só que eu ainda não havia percebido que este era o segundo desafio, o primeiro racional no entanto.

Esse peso está leve demais, eu quero mais 10 kg de cada lado...

A cada pensamento daquelas palavras eu canalizava a raiva para a minha força elevar os 60 kgs acima da minha cabeça e voltar por mais 7 vezes. Não adianta em alguma hora eu vou ter que pensar e criar uma raiva, então prefiro guardar tudo para pensar no treino.

Os olhos externos são vistos panoramicamente pela minha visão. Há alguns que tendem ao preconceito, outros queriam fazer parte do circuito e outros que como eu era, se perguntam, "porque eu também não posso?", mas não movia um só dedo para apenas começar, o que é o mais difícil. Outros se perguntam o motivo do foco, qual é a motivação que me faz conseguir resultados. Mal sabem eles que a minha motivação é algo doloroso em que vivo, não é algo de momento, não é algo de vitória, é uma derrota interna transformada em suor.

Até você passar pela situação, você acha que nada pode acontecer contigo, que nada do que é noticiado ou veiculado nos jornais ou nas bocas dos "amigos" você vai passar, até viver o acontecido de fato. Talvez tudo era premeditado da forma como antecedeu, como começou, mas o meu desafio já estava lançado e fora o primeiro feito por mim sem que eu pudesse medir, pesar e analisar. O primeiro emocional.

Grrr... mas excitante que isso só com mais pressão local, sem ajuda porra!

Já estou demasiadamente cansado os pensamentos atormentadores se vão e fico aliviado por mais algumas horas. Hoje vi o meu tempo perdido, vi que o dia consiste em 86.400 segundos e me enganei achando que posso mudar somente no outro dia, o que eu posso é fazer agora. 1 segundo é 1 oportunidade e cada oportunidade perdida é uma história não feita, não vivida, não aceita, não contada...

Aceitei a ideia de que não vou perder mais nenhum segundo com ilusões de outrora, vou ganhar e quero mais oportunidades de viver múltiplas histórias, múltiplos momentos e instantes criados, algo em que possa viver mais intensamente do que a ilusão me deixou como legado.

Já posso ir embora, minhas forças acabaram por hoje, agora posso dormir...

Não adianta fugir, deixar pra outra hora, me esquivar, me omitir... Os problemas sempre vão amanhecer. Eu vou ser acertado e em cheio, então prefiro essa dor agora, para ganhar dela e com ela depois. A vida é igual a um treino, quanto mais dor suportar, mas forte ficará.

Amanhã mais um Leão do dia para batalhar contra.

Dor de 2012

7/01/2013

Palavras de frente pro Espelho.

- Boa Tarde!

Sorriso fácil e espontâneo, claro estava comprando.

- Boa Tarde... Inclusive muito boa!

Retribui o mesmo sorriso, porém aquele meu característico, de lado. Intenções.
Coloquei tudo em cima do balcão e relaxei o peito. Sua cabeça abaixou para fazer seu trabalho, estava de vermelho, vestuário padrão da loja. Cabelo liso e negro como a cor da noite, naturais, mantendo ainda seus reflexos, bem cuidados e longos. Seu rosto tinha um formato em "V" mas não muito afunilado, suas maças do rosto estavam ressaltando a cor dos seus olhos que assim como o cabelo, eram escuridão profunda. Aparentava ter 22 anos. Simplesmente me apaixonei por segundos.

Ao colocar as peças para serem listados no PDV, notei que sem intenção as sungas ficaram em cima das demais. Notei ainda que perfilavam de baixo pra cima a cinza, vermelha, duas pretas e por último a branca, no qual foi a primeira a ser pega pelas suas mãos com dedos finos, longos e as unhas avermelhadas que davam o tom da sua agilidade.

Normalmente a minha cabeça trabalha em milésimos de segundos com várias conversações e diálogos que nunca são encenados de forma real. Sendo que quando eu estava viajando mentalmente, a minha voz estava traduzindo o que minha cabeça estava montando em micro milésimos. Rompi a barreira dos 3 segundos.

- Você é a primeira a pegar nessa Branca! 

Falei com um tom bem humorado e genuíno.
Nesse momento achei que ia receber um fora extremamente fulminante, iria "morrer" em alguns segundos com alguma resposta padrão feminina dado a cantadas de cafajestes de plantão, me senti um. Porém para minha surpresa ela esticou os lábios para os lados, abriu um sorriso forte e bem desenhado.

- Elas vão ficar ótimas em você!

Simplesmente travei por dentro, enquanto por fora mantive a postura de quem recebe este tipo de comentário, ora não podia espantar um possível novo número de telefone no meu celular, iria jogar tudo pro alto.

Anda... Anda... Pensa... Algo rápido e....

- Por favor, faça o seguinte, anote o seu telefone na parte da frente da sunga.

Me assustei com a ousadia sem tamanho, mas quem estava dando o tom da intensidade da conversa era simplesmente ela. Não limitou e só fiz o que deveria ter feito e dito.

- Eu...

Interrompi automaticamente ela falando e entreguei meu celular destravando-o rapidamente e habilmente com uma das mãos. Estiquei o braço e entreguei.

- Coloque o número e o seu nome... Alessandra, não é?!

Estava com olhares rápidos e precisos, nesta hora ao falar e entregar o celular olhei o nome dela preso em cima do uniforme no lugar padrão. Ela alinhou os olhos para o celular, deu um sorriso e começou a descontar seu embaraço sobre os dedos gentilmente digitando os números.

- Toma, nem acredito que fiz isso.

Ela falou entregando o celular, peguei o mesmo sem olhar e devolvi ao bolso esquerdo. Neste exato instante ao descansar o telefone o mesmo começou a vibrar, era alguém me ligando. A deixei batendo os preços e as peças e atendi uma colega.

- Só um momento.

Falei dando um meio sorriso e iniciando uma conversa. Neste meio tempo me desliguei um pouco da situação, não notei o tempo exato que passou e nem nela, mas foi o suficiente para ela passar tudo e perguntar a forma de pagamento. Entreguei o cartão e debitei. Antes de a nota faturar desliguei o telefone.

- Olha eu vou ligar, tem algum problema em relação a horário?

A pergunta foi para saber se ela tinha algum compromisso sério com alguém, se me falasse que tinha algum problema era óbvio, mas também não era pra me importar, creio que era ela quem deveria se tivesse. Ainda consegui saber o seu tempo de expediente.

- Não me liga de 9 da manhã até ás 18 horas, pois é meu horário de trabalho.

Visivelmente ela estava aflita ou estava se fazendo para mostrar algo, ainda não consigo certamente decifrar. Assenti com a cabeça, peguei o cartão e os papéis e guardei tudo.

- Ligarei após seu horário de trabalho... Tudo bem?

Esperei uma resposta positiva visual, dei mais um sorriso, acenei e virei para ir embora. Não olhei pra trás e nem me despedi oralmente.

Sinceramente me surpreendi. Tenho aprendido diversas técnicas e modo de agir em situações de tensão, que me travam e me tomam completamente. Essa poderia ser uma conversa apenas mental, eu poderia não ter rompido a barreira dos 3 segundos e nem ao menos iniciado a conversa.

Ao sair sentir o Ar mais puro me impulsionando, como se me elevasse mais que meus 1,84 de altura, levei meu óculos escuros ao rosto, liguei o playlist de eletrônicas e embalei minha caminhada de volta.

Óculos, Som, Ousadia e Liberdade.
...você voltou mais embalado, mais audaz que o de costume, se não fossem aquelas mensagens vistas na manhã de segunda que o fizeram tremer as mãos com as verdades expostas, ainda estaria preso ao Rafael de outrora. Aquelas palavras ditas a si ao acordar todo dia na frente do espelho, repetindo-as por 20 vezes estão dando seu devido retorno.

- Atitude, Coragem, Humildade, Segurança e Ousadia.

Sem medo... sem medo... sem medo....

6/24/2013

Você voltou?

- Cadê você?
- Estou aqui na frente, de Laranja!


A cabeça trabalhando...

- Como?... Como?... Como?

Vem uma sonora e quietante frase... 

- Lembre-se de como sempre foi, seja você!

Linda, não tanto quanto imaginei e moldei em mim. Abraço apertado e agradável. Eram anos de distância.
Nenhuma trava social me interrompeu, de antemão faria algumas frases de desculpas e nem os pés me tomariam a caminho.

Aquela calma confortante ia me deixando cada vez mais descuidoso com minhas reservas, afinal era eu, estava sendo. Em 2 anos pude me reencontrar novamente mas de uma forma bastante regular, pois poucas vezes dentro desse tempo me achei nos escombros que deixei brotar na minha frente.

Aos poucos as pedras estão rolando de cima de mim, porque a força brutal que imponho é grande, mas automática, sem horas extras de pensamento inquietantes, sem taxas exclusivas internas com direito a pagar duas vezes pelo erro.

- Rafael de Carvalho de volta, prazer! Onde estava esse tempo todo? Lhe procurei muito em dias nesses 2 anos, senti falta da sua atitude, raciocínio e avidez daqueles tempos remotos. Sua confiança está em dia? Ótimo, vamos praticar!

A conversa indo e vindo, estava de frente á alguém com bastante vida e luta que só no dia seguinte descobriria de fato. Aqueles lábios trabalhando para formar cada expressão de palavras em minha direção eram como se fossem duas bailarinas de música clássica. Bem perfeitos e sem vestígios de hiato quando perfaziam. Lentamente fui sentindo o cheiro que exalava, fui ficando sedado e irresoluto.

- Como poderia?

Não, não estava mais uma vez me apaixonando, tão pouco querendo algo, mas seus olhos eram convidativos e o jeito que os dedos tratavam os outros era esplendoroso. Como sempre em dia com a simplicidade.

- Ufa, não é nada demais, ainda mas agora do seu ressurgimento.

Ao deixar o local onde estávamos aqueles dedos de outrora passaram lentamente pelas minhas costas e pousaram nas minhas costelas como quem diz: "Faça o mesmo!". Não foi preciso acionar nenhum mecanismo de atividade, porque quando dei por mim eu já estava com meus braços torneando aquele corpo.

Como nos bons tempos me deixei levar pela euforia e alegria, pela audácia e ousadia.

No dia seguinte me monitorei por poucos minutos para saber se ainda estava sob o efeito anestesiante dela, mas não era da pessoa, era meu. Ela me ajudou a me encontrar e nem sabe. Talvez quem sabe um dia posso perguntar a ela como fez ou o que fez. Talvez eu possa retribuir como queira.

- Vamos relembrar bons tempos e montar outros novos, meu caro amigo?

É já era tempo em que as oportunidades eram criadas e descriadas a minha vontade. Agora com remodelagem, este figurino já deveria ter saído da sua Cela faz tempo.

- É sim, voltei!
- Quanto tempo!

5/23/2013

Essa mulher e sua Luxúria.

O sono me alcança e mais uma vez aqueles velhos hábitos de pensamentos não autorizados começam a se juntar numa rebelião de lembranças lascívias, que me corroem, perturbam e tiram meu sossego. Tenho certeza que não estou entregue a ti, pelo menos luto por isto.

Estas cenas teatrais exuberantes de gestos, jeitos e gemidos espalhados ao redor do ambiente me traem a razão de não tocar em ti mais uma vez. Sentimento de Posse maldito e horrendo me maltrata a cada toques e sussurros seus me pedindo para que entre cada vez mais profundamente nas suas entranhas. Suas mãos percorrendo meu corpo dilaceram toda a couraça que cultivo, para me proteger de todo o seu sentimento de volúpia.

Seus lábios transcendem todo meu ser a cada movimento, quando estou de pé e você aos meus pés. Esse seu olhar causa um alvoroço puro de testosterona em mim, criando uma adrenalina de ter consumir inteira ao redor dos meus braços. Liquidar o seu entusiasmo fêmeo de ser possuída com todo o meu vigor e ardor para lhe dar na mesma moeda o prazer infindável, que só você conseguiu até hoje me trazer.


Me contorço para que tudo seja esquecido e o que vem a mente são seus seios sendo amparados no meu peito e aquela dança de suor e prazer embalando a cama. Sempre foi inevitável os tapas para lhe chamar de inúmeros insultos em que só eu tinha o privilégio de te ter daquele jeito magistral.

Aquele seu urro de deleite consumando o fato de eu ser seu Homem me arruaça por dentro, causando todo um tremor, embargando minha voz e em seguida sentindo o ápice da minha voracidade. É assim que eu fico todos os dias, me entorpecendo de lembranças e esses fatos.


Só que eu odeio ter o que já tiveram, o que já saciou, o que já dizimou outrora maltas em seus prazeres. Sou um Animal que valoriza o monopólio do corpo e da alma e faço valer isso além do meu querer.

Quando acordo, faço questão de não ter mais este tipo de consumismo e a cada dia que passa é uma luta para me manter racional... de não querer-te mais nesse maná de Luxúria.

5/19/2013

Dopando a Realidade.

...sinto minha mão pesar.
A visão vai ficando turva, esquivando sempre cada vez mais longe. Estou deitado em um local bem estreito, porém bem conhecido, pela segunda vez. Mas nada é igual a de outrora. Os olhos se fecham e o pensamento prossegue, como uma máquina de engrenagem a total vapor.

... -Morra!
... -Bem feito, se machucou porque quis!
... -vai doer em você mesmo!
... -foi especial, diferente... o primeiro.
... -Ela é mais minha do que sua, sempre vai ser!

... -Tem que me dar, não estou nem aí!
... -Eu o criei e sei que só você deu vida ao que não existiu!

... -Eu te odeio!

Essas palavras ditas a mim há um tempo atrás me consomem internamente, vem e vão como se interligassem em bolinhas azuis, é assim que eu as vejo, batendo uma nas outras refletindo idéias e mensagem deixadas pra trás, criando ligações e nexos. Fortalecendo todo um pensamento firme e embasado.

- Não dá mais, cara. - Penso.

... Mas peraí! Meu braço dói! Alguém está apertando com muita força, não consigo mexê-lo.
Sinto tudo dormente, tudo bem pesado, agora não só a mão como da primeira vez. Sinto um aperto imenso no braço, algo pedindo uma decisão.

- É agora ou sofra com as sequelas! - Falo internamente.

Tento abrir os olhos e parcialmente vejo do meu lado direito uma proteção esverdeada, para que eu não olhe o resultado, não importa o que aconteça, alguém está ali. Os olhos travam querendo saber mais, procurar o porque, mas tudo toma conta de mim, estou a mercê da situação, não tenho o que fazer.
Odeio estes tipos de situações, eu mando em mim e faço o que eu tenho que fazer, não gosto quando saio do controle sem que eu me permita.

- Ta doendo, estou sentido dor! - Digo.

Vontade de sair correndo é imensa, eu não preciso de ninguém pra criar problemas e resolvê-los, eu mesmo faço isso sozinho, eu respondo pelos meus atos, eu tenho ciência de abranger meu erros e canalizá-los para superar algo presente ou...para que o valha! Quem sabe sou eu!

- Rafael, me ouve?
- Rafael?
- Acabou, Rafael...?

Balanço a cabeça com o sinal de que está tudo bem, ainda sonolento sinto me trocarem de lugar e de me ajeitarem, me sinto horrível, me sinto um estorvo, sem força, sem poder fazer nada.

...sinto que o ciclo acabou e preciso encerrá-lo para começar outro, preciso fechá-lo, preciso agora mais do que nunca precisei... domando meu sentimento, treinando a minha razão, sem me perder, evoluindo.


-Levante-se, Rafael. É a hora. - Um som bate aos meus ouvidos forte e estridente.

5/07/2013

O beijo de uma menina.

De ontem pra hoje tudo estava me soando meio estranho, estava querendo ficar um pouco com meus "botões".

A caminhada de bicicleta foi bem ao estilo da década passada, no qual eu era apenas um coadjuvante da minha vida e sem responsabilidades. A emoção corria nas veias, o lazer e a juventude aflorada. Estava precisando recapitular momentos perdidos para me renovar.

Ao chegar no meu destino mais uma vez a nostalgia bate, o som do rádio ligado na Tupi do açougueiro com todas aquelas sonoplastias radiofônicas e características do Dial me fez sentir muito bem, ver como simples coisas podem nos deixar mais a em paz. Lembrei da época em que era garoto e minha mãe pedia para que fosse na rua comprar pão, ovos, manteiga etc. Recordo que eu não gostava muito de fazer isso, porque era exatamente quando estava rolando aquele jogo de futebol na rua é que ela me pedia, porém não sabia que aquilo no futuro poderia me fazer lembrar da época boa.

Voltei a casa. Ao Entardecer me preparei para ir a academia me exercitar um pouco. Ao descer a rua veio o ápice do dia, uma menininha loirinha, com rostinho bem angelical ficou me gritando, como eu estava com os fones de ouvido e no último volume não percebi de imediato. Foi então que um senhor acenou e me mostrou que ela queria alguma coisa comigo. Cheguei perto e abaixei pra saber o que ela queria, a garotinha simplesmente estendeu um dos seus braços, segurando minha cabeça e me deu um beijo.

Quando ela fez isso me encheu com uma alegria enorme e difícil de explicar. fiquei meio embaraçoso até, me pegou de surpresa. Nunca iria esperar essa atitude ou talvez possa ter esquecido de que as crianças são autênticas demais para se preocupar com o que vão pensar.

Me perguntei:
Porque eu?
Porque tanto me chamar daquele jeito?
E porque me dar aquele beijinho na bochecha tão inocente?

Foi um dos melhores beijos que eu recebi, porque foi espontâneo, com a doçura de uma criança e com toda a simplicidade que possa ter. Ainda senti um gelado na bochecha do sorvetinho que ela acabara de tomar.
Foi simplesmente magnífico! Me renovou de uma tal forma que só a minha filha faz.

Simplicidade, carinho, doçura e renovação.

Procurando o simples eu acabo achando o necessário pra continuar esperançoso.
Acredito que minha pequena Rachel vai me trazer alegrias dessa forma, vai me reensinar tudo aquilo que eu perdi, vai me fazer um Pai mais feliz do que já sou. A vida nem sempre é aquilo que eu acho que preciso.

Obrigado Deus, por mais uma vez fazer do simples o meu necessário.

4/28/2013

Procura-se: Eu.

O sol escorreu por prédios e ao seguir na curva ele ultrapassou o vidro e acertou em cheio meu óculos escuros.
Ali eu apertei firme a mão no volante e abri um sorriso de quem sabe contemplar o simples. A música foi embalando a força do meu pé direito.
Ora, estava no meio do expediente, deveria eu estar cansado ou reclamando de algo que não tenho, mas preferi olhar pra mim e procurar algo de bom pra focar.
Em meio a esses dias me achei um pouco injusto em algumas decisões que tenho tomado com outras pessoas, creio que estou até sendo rude com algumas. Parei pra pensar que o que somos é o efeito do que passamos ou de onde viemos? Talvez a mistura dos dois? Não cheguei a conclusão.

Nesta hora o carro acelerou mais do que a estrada permite, o Simples foi ficando pra trás e as embocaduras de concreto ganhando formas abstratas. Em alguns momentos que passei creio que foram necessárias medidas drásticas, sem sentido para uns e em uma sem sentido até pra mim, porém não é correto tomar decisões sendo tragado pelo Emocional, não há pensamento tão cego quanto o que é relacionado a Emoção. Pode ser bonito, elogioso, até corajoso, mas no final das contas não terá a base da Razão que necessitará para fixar os pilares.

Um homem antes de mais nada deve se comportar como um, ter decisões baseadas em exemplos internos e externos. É óbvio que podemos aprender com erros de outros e canalizá-los para o nosso dia-a-dia, somos racionais neste quesito, ou deveríamos ser.

Contorno todo o trajeto desfigurado juntamente com meu pensamento, preferi trazer os bons pensamentos e as boas pessoas que venho conhecendo a tona. Não poder contar com quem se quer é ruim, não culpado o outro por não poder, e sim, me culpando por não a permitir a isso.

Há alguns dias venho tentando decifrar porque sou e o que me torna ser em alguns momentos. Analisando e planejando esse tipo de pensamento, preferi começar conhecendo alguém que perdi com 7 anos de Idade. Geneticamente puxei alguns traços físicos, mas o que me importa é querer saber como ele acertou em algumas decisões e como errou em outras. Odeio comparações sobre minha pessoa com outras, mas sendo controverso, me amarro quando sou comparado a Ele, mesmo nos erros.

Cheguei no ponto que outrora foi o de partida e firmei meus pés no solo. O pensamento se foi, precisava deles para concluir a Análise, mas já não era hora. O óculos fora guardado, a Música foi diminuindo conforme se afastava e a saudade ficou. Permanecerá e pelos meus dogmas nunca se cessará.

Procura-se: Eu.

4/17/2013

Ignorando o "Óbvio".

De encontro com um dos maiores medos da vida, a morte é "apenas" uma passagem pra alguns.
Ninguém de fato voltou pra dizer que a passagem é legal, que não é cara e muito menos tranquila.
Ontem uma amiga recebeu a notícia, meio bruta por sinal de como foi enviada, de que um amigo seu havia falecido em frente do portão de casa a tiros. Ele era Policial.

Ela estava me contando que ele tinha um sonho de ser Policial e que há 10 anos estava lutando na justiça o direito de exercer a função que passou em um concurso público. Conseguiu em 2011. Não me lembro de perguntar o porque ele travava essa disputa judicial, porque o que mais me intrigou foi o fato de o cara querer ser policial, lutar por isso durante muito tempo... e pra ganhar menos do que ganhava na Área de Telecomunicações. Me disse ainda que era um sonho dele, desde pequeno.

Parei pra pensar a força de vontade do cara pra querer ser algo que muitos querem de longe, pelo risco, pelo valor que o Estado dá para seus serviços. Ele atuou na corporação durante 2 anos e pelo visto fez o que gostou durante este tempo.

Pensei mais uma vez sobre como ele em 2 anos fez o que muitos em 70 não fizeram durante a vida por medo. Medo de querer algo e não ir de encontro pra tentar, buscar, almejar, não importando o que acham, o que dizem... ele lutou e buscou.

O que vi foi um show de lamentações é claro, mas pelo fato de que muitos alertaram sobre os perigos da profissão a ele antes de entrar. Louco, Maluco, foi o que mais ele ouviu sobre o sonho, mas quantos Homens historicamente temos que diversas vezes foram por anos chamados disso e depois viraram Mitos, Lendas? Eles correram atrás das metas e sonhos que tinham. A diferença de muitos conhecidos para o Rapaz que faleceu é que ele apenas, infelizmente, virou estatística.

Mas, peraí? Virou aos nossos olhos e pra ele, durante o tempo que fez o que sempre sonhou e gostava? Ele pensou exclusivamente nele e fez acontecer, acho que ele se orgulhou, lutou, Batalhou e ganhou sim.

Pergunto a mim mesmo, até quando eu vou ficar me importando sobre o que as pessoas acham disso ou daquilo sobre o que faço?

Um dia terei de perceber que pra chegar onde quero, vou ter que ignorar muita coisa, muitas pessoas que amo, muita gente que colocará o pé na frente, lutando sozinho, lutando contra mim, cansado, com sono, abatido, algumas vezes desmotivado... Mas sempre com o objetivo em mãos, pra alcançar o topo "daquela montanha" que ninguém conseguiu escalar. Lutar.

Lutar = Ignorar.

Algo esse rapaz, no qual não conheci me ensinou muito mais que velhos provérbios e frases de redes sociais. Lutar sempre pelo o que queira fazer e/ou ser, mesmo que por pouco tempo, mas o suficiente para dizer a Si mesmo e a mais ninguém... Eu Consegui.

4/04/2013

... É o que eu vou fazer!

Metas...
Metas?
Metas!

Desde que me entendo por gente no mundo corporativo entendo o suficiente essa palavra... META!
Esse meu texto não vai abranger algo do meu trabalho, relativamente não muito, porém tudo o que venho adquirindo conhecimento, vem de lá as melhores idéias.

Tenho observado muito a questão de se ter metas para traçar meus objetivos profissionais e em muitas delas eu fui bastante eficiente e eficaz (tem diferenças sim, e também foi lá que aprendi). Sempre estive presente fazendo, aprendendo e conhecendo. Quando eu disse "conhecendo" não foi redundante com o "aprendendo", falei no sentido de que se não sabe fazer, alguém lá sabe, procure-o, conheça-o!

Um dia desses eu estava vendo alguns vídeos motivacionais do Arnold Schwarzenegger, no qual foi um cara que, tudo o que ele fez no Fisiculturismo obtendo o sucesso e as vitórias, ele conseguiu roteirizar as filosofias e adequar a sua vida no cinema, na Vida pessoal e na Política. Todo o foco, rigidez, avanço, entre milhares de outros modos de alcance de sua metas, ele trouxe para outros âmbitos pessoais e sociais. Tenho procurado bastante fazer um pouco do inverso, sendo proporcional aos meus objetivos. Pretendo fazer com que o sucesso gradual que venho obtendo na empresa, em relação a metas, seja o mesmo na questão pessoal. Mas pra isso eu já visualizei que necessito de quebrar alguns Modelos Mentais que tenho e uns paradigmas.

Hoje estou em processo de revitalização e venho obtendo grandes resultados pessoais fazendo essa transição e mantendo as "análises". Não posso perder o foco, qualquer descuido tem que ser calculado e medido. Os Riscos tem que ser previstos e acontecendo um, a solução tem que ser imediata... Ora é isso que fazemos no Emprego quando trabalhamos com metas. Talvez seja isso o que chamamos de pessoas Frias e Calculistas? Hoje não daria mais esse tipo de adjetivo.

Sem expor muito as minhas metas pessoais e financeiras, posso citar algumas das quais eu quero fazer pra me sentir mais próximo de mim, más próximo do que sempre fui e evoluir com esse meu "Eu".

Uma delas é a Viagem do primeiro texto do blog. Coloco-a atingida até Novembro desse ano, me cobrarei um post relacionado a mesma.

Outra que sempre tive o prazer de fazer e sonhar, é saltar de paraquedas e/ou parapente e/ou Asa Delta. Penso que não há sensação melhor de liberdade total, do que Voar. Esta última pretendo fazer em até 3 meses.

Algumas estão em processo de inclusão, como fazer Trilhas. Pra isso preciso conhecer alguém com experiência no assunto, que já fez, ainda faz. Deve ser ótimo caminhar por entre árvores e ir de encontro a algum lugar específico. Aqui no Rio mesmo tem algumas que sempre tive vontade de fazer, mas nunca um empurrão meu para ir.

Como deve ser sensacional andar por trilhas.

Estou querendo incluir um esporte diferente do que já faço e já fiz. Entrei em alguns sites de Surf pra saber como posso aprender e praticar. Pensei que com a Moto em mãos, sair em um sábado de folga, parar em frente a praia, ir para o mar, curtir a onda... deve ser uma Vibe total. Por um lado já pensei até em Rugby (como eu disse não quero nada muito convencional, quero conhecer, me dispor a novas coisas), entrei no site e existe um Polo de treinamento perto de casa, estou pensando em ir já no próximo encontro.

Essas são algumas das minhas metas pessoais, algumas em andamentos, outras é mais pra me sentir vivo nesse mundão. Quero algo novo, experimentar e vivenciar mais esse mundo. Criar metas atingí-las e criar outras, batendo incessantemente uma a uma. É isso o que eu espero... É isso o que eu quero... É isso que eu vou fazer.

Rafael Bravo.

4/03/2013

... Aonde puder ir!

- Cá entre nós. o que trava tudo ao seu redor é você!

Bela frase, fiquei encucado pensando um pouco. Ultimamente tenho andado muito reservado procurando soluções para os mais diversos problemas que me deixam vivos. Mas sendo bem sincero, todos "resolvíveis".

Li o texto do Blog do meu Amigo Vinicius, no qual ele abordou o tema Viagem. Tenho pensando bastante em fazer uma. Mas não qualquer uma viagem, quero a viagem que está montada na minha cabeça, quero exteriorizar tudo em que tenho em mente e nela fazer uma viagem muito mais interior.

Primeiro, a viagem é sozinho, pois quero ir em um lugar que desde 2009, onde estive lá, eu parei e fiquei automaticamente me indagando sobre a vida e como eu poderia traçar alguns pontos críticos, nos quais estavam me intrigando. O local é perfeito, mar no horizonte, pedras, maresia...

Segundo, a viagem será feita de Moto. Como deve ser bom viajar montado em uma, acho que tudo fica mais perto, a natureza, o ar, a estrada...sensação de liberdade, como os bons filmes mostram. Será que deve ser assim?

Não precisa ser bela, tem que ser natural, serena.

Terceiro, ir e não ter hora pra voltar. Chegar, subir as pedras, sentar e viajar. Levar músicas para ampliar a minha imaginação e os pensamentos em si. Reorganizar, priorizar, tirar pessoas, mover algumas, inserir outras... é para planejar o meu bem estar.

Quarto, desligar os celulares. Nada mais chato que ir em uma viagem, na qual te ligam incessantemente, mas pensando bem, um deve ser de emergência, minha filha é prioridade.

Estou ainda montando mais detalhes, antes de ir quero completar algumas metas necessárias para que ela ocorra. Metas tanto pessoais, quanto sociais. No próximo texto vou listar algumas delas necessárias para que a viagem se torne real.

Sem prolongar muito o primeiro Texto. Um novo começo de Vida e uma nova caminhada... onde puder ir, eu irei!

Rafael Bravo.